Show de Bola!!!


Viva com os carros!

19:22, 3 de janeiro de 2011

rsantana

 

Qual será a melhor opção: ter uma casa inspirada nos carros ou viver dentro de um carro? AUTOMANÍACOStambém tem essa dúvida e apresenta duas opções. A primeira é a coleção de móveis Spirit of 427, criada por uma dupla de designers poloneses, donos da LA Design. Os entusiastas criaram diversos móveis com peças de alumínio do famoso Shelby Cobra. O resultado é uma sala moderna e ao mesmo tempo retrô.

O destaque fica por conta do sofá de dois lugares, que usa a frente do carro e também da poltrona, colocada no porta-lamas do esportivo. Tem mais: mesa de centro da sala com capô, mesa de escritório e até abajur em forma de escapamento. As peças são tão nobres que sequer tiveram o preço divulgado por parte dos designers que alegam uma alta procura e a previsão de novas coleções inspiradas em outros clássicos.
Já que você terá uma sala bonita como essa das fotos, fica chato não servir um cafezinho. Então escolha a cafeteira da holandesa Kees Van der Westen. Chamado de Speedster, ela tem inspiração nas peças do motor de um carro, com direito a instrumento muito parecido com o do painel de um carro e acabamento cromado. Sai por pouco mais de R$ 13 mil.
E, por fim, se você decidiu não morar em um lugar fixo, que seja com estilo. Aposte no novo Eddie Bauer Airstream, um trailer (também) retrô para ser guinchado por um carro de grande porte, de preferência uma picape, claro, no melhor estilo norte-americano. O modelo tem quarto de casal, telas de LCD, cozinha e mais dois sofás camas, além de espaço suficiente para carregar um caiaque. Sai por R$ 125 mil. Qual opção você escolhe? Confesso que gostaria de ter tudo que citei.
Ricardo Sant’Anna

site: autoesporte

Trailer do filme do Capitão America


Trailer do filme Transformers: Dark of the Moon


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Trailer do filme do Lanterna Verde


1º Trailer Oficial do filme X-Men: First Class


O filme mostrará o início dos X-Men

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Show de Bicicleta


Fiquei um tempo sem postar, mas vou tentar retomar as atividades… ano novo, emprego novo, cidade nova, vida nova.

Essa idéia de inovação da bicicleta é da Inner City Bike, e achei muito legal, embora não tenha tanta certeza sobre o freio ser somente dianteiro…

Post retirado do Gizmodo

O milagre brasileiro – Claudio de Moura Castro – Veja


Em meus ensaios, costumo usar um microscópio apontado para os sujinhos escondidos debaixo do tapete. Desta vez, troco-o pelo telescópio, que mostra um Brasil visto de longe, ao largo das imperfeições do cotidiano e dos dignitários do presente. O que revela essa imagem? Faz um século, não éramos quase nada. Um país formado de índios na Idade da Pedra, africanos na Idade do Bronze, e colonizado pela nação mais arrasada da Europa Ocidental. Os dois primeiros não possuíam escrita. Em 1900, Portugal tinha a mesma taxa de alfabetização (15%) que a Europa antes de Gutenberg. Os imigrantes da Europa Central fizeram diferença. Mas não foram tantos assim. Os visitantes descreveram o nosso arraso social. Segundo Darwin, “nossos anfitriões têm maneiras deselegantes e desagradáveis; as pessoas e as casas são imundas”. Para Eschwege. “os mineiros não fazem uma caminhada de meia hora para ver e aprender alguma coisa”.

Em 1900, o Rio de Janeiro estava proscrito para estrangeiros, pela sua insalubridade. A esperança de vida andava por volta de 30 anos, a mesma da Europa na Idade Média. Entramos no século XX com renda per capita menor que a do Peru e cinco vezes menor que a da Argentina (e com nossas revistas escritas e impressas na Europa). Mas a economia disparou. Entre 1870 e 1987, nosso PIB cresceu 157 vezes, comparado com 84 vezes para o Japão e 53 vezes para os Estados Unidos. Ou seja, por mais de um século lideramos o crescimento mundial. Por volta da II Guerra Mundial, importávamos palitos, sapatos, biscoito, lápis, manteiga, banha, cerveja, tecidos e roupas.

O salto econômico foi enorme. Viramos um país industrializado, ficamos à frente da Alemanha em produção de automóveis, liderando em fabricação de ônibus e sendo o terceiro maior produtor de aviões comerciais. Trocamos uma agricultura semi-feudal por um agronegócio de forte base tecnológica, apoiado em pesquisa de primeira linha. Em 1950, não publicávamos artigos científicos no exterior. Hoje, chegamos à 13ª posição mundial. A revolução do etanol tem como epicentro a região de Ribeirão Preto, que, em 1932, Peter Fleming assim descreveu: “Os escassos povoados davam a aparência de pobreza, estagnação e de serem incapazes de esperanças ou desesperos”.

Os indicadores sociais subiram vertiginosamente. Esperança de vida, posse de bens duráveis, tudo cresceu, e não foi pouco. Os retardatários são distribuição de renda, criminalidade e esgoto tratado. Também o mau uso do meio ambiente.

Embora os números da educação sejam péssimos, nossa irritação presente nos cega para os avanços obtidos. Em 1900, por volta de 90% da população não sabia ler. Nessa época, Uruguai e Argentina já tinham uma sólida rede escolar pública. Agora, praticamente todos os brasileiros (de 7 a 14 anos) estudam. Faz pouco, Paraguai e Peru tinham estatísticas de escolaridade superiores às do Brasil. Hoje, chegamos bem perto dos melhores latinos. Falta muito, mas melhorou.

No plano social e político, vamos bem – pelo menos nas comparações. Temos uma sociedade heterogênea, mas culturalmente integrada e com forte sentido de identidade e nação. Exibimos uma invejável tradição de paz social e tolerância (a boa herança portuguesa). Nossa democracia dá uns espirros, mas tem boa saúde. Também não há problemas com vizinhos e fronteiras. Os otimistas aplaudirão. Os pessimistas acharão pouco.

Talvez algumas comparações sejam esclarecedoras. No nosso canto do mundo, a Argentina brilhou no passado, mas perdeu o fôlego. O Chile vai bem, mas em 1895 já tinha 38% de alfabetização, quatro vezes a do Brasil de então. E pelo mundo afora? Não há nada para invejarmos na África ou no mundo árabe. Para chegar aonde está, a Europa levou 2 000 anos. Mesmo assim, vários países ficaram para trás (como Grécia e Turquia). Brilham as sociedades de etnia chinesa. Mas, como comparar, se têm 3 000 anos de tradição e tiveram altíssimo nível de desenvolvimento no passado? Por exemplo, a Coreia inventou a imprensa com tipos móveis no século XIII, desenhou o próprio alfabeto no XV e fundou sua academia de ciências no XVIII. E a Índia, ainda mais heterogênea? Comparar com os sucessos das cidades high-tech ou com a miséria e o sistema de castas? O milagre brasileiro é ter avançado tanto, apesar da origem vira-lata do país e dos escandalosos descompassos do presente.

O milagre brasileiro

Claudio de Moura Castro

Veja – 12/07/2010